domingo, 8 de novembro de 2009

Sexta - Feira Cultural






Como é importante se trabalhar a cultura com as crianças. Pois a cada dia que passa as crianças perdem um espaço cultural enorme, devido a grande urbanização e globalização. Deixam de brincar nas ruas, de soltar pipa, jogar pião e bola, de brincar de pique e casinha. Por isso, tentamos "tapar" todo esse vazio que fica na vida da criança.


A criança da educação infantil está cada vez mais empobrecida. Ela não brinca por causa da condição urbana; não desenvolve música, e sabemos da importância disso do ponto de vista da neurociência. Entender a criança como ser de cultura é a coisa mais difícil para um adulto hoje. A criança ficou muito marcada pela psicologia, por essa psicologização da educação infantil. Então, a ideia é trabalhar numa perspectiva integrada, da cultura e do biológico, do desenvolvimento que é da espécie, aproveitando esse avanço enorme que a neurociência tem trazido em relação ao conhecimento dos processos internos e também sobre o papel do adulto. Quanto mais avança a neurociência, mais fica claro que nessa infância o papel do adulto é muito grande.
Entender o desenvolvimento da criança não está tão disponibilizado para o professor. São dois lados: um é o conhecimento do desenvolvimento infantil, que esse realmente nós temos. Mas a riqueza, a diversidade, ou a importância desse período de desenvolvimento, e por outro lado a importância do adulto, essa visão da criança como um ser de cultura, é o que está faltando hoje. Porque ficou muito voltado para desenvolver a criança naquela ideia de que quanto mais antecipar os conhecimentos, mais inteligente ela fica.
É a questão simbólica, principalmente qualitativa. A idade que ela entra faz diferença, não é nem melhor nem pior, mas vai fazer diferença. Uma criança na creche no primeiro ano de vida, por exemplo, já se constitui como ser de cultura incluindo a escola. Se ela chega num terceiro ou quarto ano de vida é outra coisa, vem com certos padrões de comportamento formados e certo padrão de identidade cultural, mas isso não impede que ela os amplie. Tem muito a ver com a qualidade do que se faz em relação aos processos de desenvolvimento, porque esses não mudam, indo para a escola ou não. Na escola aprendemos coisas, mas o desenvolvimento humano tem parâmetros que são da própria espécie. Por exemplo: não precisa ir para a escola para aprender a desenhar, a criança vai fazer as figuras geométricas, indo ou não à escola. Então, o desenvolvimento da espécie é um referencial fundamental para a educação, porque a educação tem de se adequar a esse desenvolvimento, não forçar a criança no que achamos que ela tem de fazer.

Por isso o maternal, fez uma apresentação das Parlendas! Antes trabalhadas nas aulas. E a nossa foi a da Macaca Cutia. Foi muito divertido, pois em meio a parlenda, fala-se de panela e cozinhar. Então as crianças entraram com uma panela e uma colher de pau.

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